{"id":9800,"date":"2014-12-29T03:27:59","date_gmt":"2014-12-29T03:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/novidade-resumos-das-comunicacoes-a-apresentar-no-coloquio-relacoes-culturais-judaico-cristas-em-portugal-no-final-da-idade-media\/"},"modified":"2014-12-29T03:27:59","modified_gmt":"2014-12-29T03:27:59","slug":"novidade-resumos-das-comunicacoes-a-apresentar-no-coloquio-relacoes-culturais-judaico-cristas-em-portugal-no-final-da-idade-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/novidade-resumos-das-comunicacoes-a-apresentar-no-coloquio-relacoes-culturais-judaico-cristas-em-portugal-no-final-da-idade-media\/","title":{"rendered":"NOVIDADE: Resumos das comunica\u00e7\u00f5es a apresentar no Col\u00f3quio &#8220;Rela\u00e7\u00f5es Culturais Judaico-Crist\u00e3s em Portugal no Final da Idade M\u00e9dia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>31 de outubro e 1 de novembro de 2013, no anfiteatro III da FLUL<br \/>\nRESUMOS DAS COMUNICA\u00c7\u00d5ES A APRESENTAR NO COL\u00d3QUIO:<\/p>\n<p>1 &#8211; Manuscritos internacionais quatrocentistas em Portugal<\/p>\n<p>Adelaide Miranda \/ Lu\u00eds Ribeiro<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de um panorama dos manuscritos internacionais que circulavam no Portugal quatrocentista coloca-nos um grande desafio. No estado actual do conhecimentos \u00e9 dif\u00edcil avaliar at\u00e9 que ponto os c\u00f3dices iluminados conservados em Portugal estiveram presentes nas bibliotecas ou foram adquiridos por coleccionadores mais tardios (como por exemplo Frei Manuel do Cen\u00e1culo e D. Francisco de Melo Manuel). A aus\u00eancia de monografias sobre os manuscritos e sua circula\u00e7\u00e3o dificulta um estudo rigoroso deste tema. Nesta comunica\u00e7\u00e3o procuramos estabelecer as tipologias dominantes e as imagens que lhes est\u00e3o associadas de forma a criar um primeiro esbo\u00e7o do que pensamos ser os manuscritos iluminados que corresponderiam ao gosto das elites portuguesas dessa \u00e9poca.<\/p>\n<p>Sobre os autores:<br \/>\nMaria Adelaide Miranda<br \/>\nLicenciada em Hist\u00f3ria pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mestre e Doutorada pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente \u00e9 Professora Associada Aposentada. As suas \u00e1reas de investiga\u00e7\u00e3o centram-se na Arte Medieval, nomeadamente nos dom\u00ednios da cor, iconografia e iluminura. Neste \u00e2mbito tem participado em projectos de Investiga\u00e7\u00e3o interdisciplinares: A cor na Iluminura Medieval e Imago, que pretendem aprofundar e divulgar estes dom\u00ednios art\u00edsticos. \u00c9 membro da direc\u00e7\u00e3o do Instituto de Estudos Medievais e colabora no Instituto de Hist\u00f3ria da Arte, pertencendo ao conselho redactorial das revistas Medievalista on line (IEM) e De Arte (Univ. de Le\u00f3n).<\/p>\n<p>Lu\u00eds Campos Ribeiro<br \/>\nInvestigador do Instituto de Estudos Medievais, FCSH-UNL e licenciado em Hist\u00f3ria da Arte pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente \u00e9 bolseiro do projecto \u201cIluminura hebraica em Portugal durante o s\u00e9culo XV\u201d e est\u00e1 a preparar um doutoramento em Hist\u00f3ria da Arte sobre iluminura nos livros de ci\u00eancia medievais.<\/p>\n<p>2 &#8211; Ler e contemplar<\/p>\n<p>Aires A. Nascimento<\/p>\n<p>    Ler e contemplar\u2026 Ser\u00e3o duas opera\u00e7\u00f5es diferentes? Ou complementares? Na tradi\u00e7\u00e3o, aparecem confinadas a tempos e locais diferenciados, como diferenciado \u00e9 o lugar para escrever e o que \u00e9 destinado \u00e0 leitura. Parecendo que se banalizou o acesso \u00e0 leitura, pois at\u00e9 nos lugares mais comuns ela aparece, importar\u00e1 perguntar se a indiferen\u00e7a com que passamos pelos outros \u00e9 sinal de recolhimento para recolher o que eventualmente ficou do texto que n\u00e3o queremos largar ou se esse ref\u00fagio n\u00e3o \u00e9 mais que um pretexto para distrac\u00e7\u00e3o mais long\u00ednqua e alheada. Distinguir para congra\u00e7ar, ju\u00edzo para compreender, na supera\u00e7\u00e3o de entraves e no reconhecimento de instrumentalidade dos suportes de texto\u2026, enfim, para reinventar a leitura e reanimar um di\u00e1logo alargado e construtivo, em que o sil\u00eancio n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia, mas estudar \u00e9 esfor\u00e7o e ler \u00e9 acto prolongado de recolha e reconfigura\u00e7\u00e3o interior pela admira\u00e7\u00e3o do outro que se nos oferece atrav\u00e9s do texto da sua autenticidade e apresenta a possibilidade de nos re-inventarmos a n\u00f3s pr\u00f3prios na identidade que sente o sentido da comunh\u00e3o: a contempla\u00e7\u00e3o \u00e9 admira\u00e7\u00e3o e reconfigura\u00e7\u00e3o activa, leitura \u00e9 opera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica que a escola deve preparar.<\/p>\n<p>Sobre o autor:<br \/>\nEnsinou v\u00e1rias disciplinas na Faculdade de Letras de Lisboa: de forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica e filol\u00f3gica de base, integrou projectos v\u00e1rios destinados a recolher textos e estud\u00e1-los na din\u00e2mica da sua inser\u00e7\u00e3o em comunidades textuais e perceber eventuais derivas causadas; entre outras disciplinas, ensinou Codicologia em diversos cursos de Mestrado e P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias universidades portuguesas, cabendo-lhe a introdu\u00e7\u00e3o dessa disciplina entre n\u00f3s, marcando o seu ensino pelo estudo da funcionalidade do livro como instrumento do texto e recupera\u00e7\u00e3o das marcas que revelam a sua orienta\u00e7\u00e3o para a leitura integrada em comunidades culturais. A sua bibliografia nesse dom\u00ednio pode ver-se em diversos estudos publicados desde 1978, como vem indicado em curr\u00edculo divulgado em Ler contra o Tempo, Lisboa, Centro de Estudos Cl\u00e1ssicos, 2013. O autor faz parte da Academia das Ci\u00eancias de Lisboa, sec\u00e7\u00e3o de Filologia, onde tem o lugar n\u00ba 17, em que sucedeu a Am\u00e9rico da Costa Ramalho.<\/p>\n<p>3 &#8211; Burlas Hebraicas e verdades latinas. \u00c1lvaro de Brito Pestana e as Lamenta\u00e7\u00f5es de Jeremias<\/p>\n<p>Ana Maria S\u00e1nchez Tarr\u00edo (anatarrio@campus.ul.pt)<\/p>\n<p>O antijudaismo das trovas a Lu\u00eds Foga\u00e7a de \u00c1lvaro de Brito Pestana (c. 1481) singulariza-se pela den\u00fancia do perigoso ascendente dos rabinos contempor\u00e2neos sobre os crist\u00e3os mais \u2018doutrinados\u2019 do seu tempo, em particular Isaac Abravanel, nos anos iminentes \u00e0 convers\u00e3o for\u00e7ada e \u00e0 expuls\u00e3o. A espinha dorsal da composi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma alegoria da cidade de Lisboa, degradada pela peste f\u00edsica e moral, prefigurada na Jerusal\u00e9m das Lamentationes do profeta Jeremias. O texto encontra elucidativo contraponto na utiliza\u00e7\u00e3o das profecias de Jeremias por parte do pr\u00f3prio Abravanel como prefigura\u00e7\u00e3o da expuls\u00e3o dos judeus da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. As trovas delatam a partilha entre o saber crist\u00e3o e judaico na Lisboa da viragem para o reinado de D. Jo\u00e3o II, focando a comunidade de crist\u00e3os hebra\u00edstas ou doutrinados pelos judeus, e lan\u00e7ando interrogantes sobre os poss\u00edveis materiais de media\u00e7\u00e3o (tradu\u00e7\u00f5es latinas ou vern\u00e1culas do hebraico).<\/p>\n<p>Sobre a autora:<br \/>\nProfessora Associada com Agrega\u00e7\u00e3o do Departamento de Estudos Cl\u00e1ssicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. \u00c9 autora do livro Paisagem e erudi\u00e7\u00e3o no humanismo portugu\u00eas (Lisboa, Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 2009), e de outros estudos sobre o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende e o papel do humanismo latino e da tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica na cultura portuguesa quinhentista, particularmente nas obras de Jo\u00e3o Rodrigues de S\u00e1 de Meneses, Duarte de Resende, Martim de Figueiredo, Dr. Jo\u00e3o de Barros, Fernando Oliveira.<\/p>\n<p>4 &#8211; As t\u00e1buas astron\u00f3micas de Abra\u00e3o Zacuto e as navega\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Costa Canas (costacanas@gmail.com) <\/p>\n<p>Neste texto falaremos sobre os contributos de Abra\u00e3o Zacuto para o desenvolvimento da navega\u00e7\u00e3o astron\u00f3mica em Portugal. Come\u00e7aremos por apresentar, de uma forma bastante sucinta, a evolu\u00e7\u00e3o da n\u00e1utica portuguesa, em finais do s\u00e9culo, de modo a compreendermos a necessidade de desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas de navega\u00e7\u00e3o. Esta nova pr\u00e1tica de navegar implicou a colabora\u00e7\u00e3o de astr\u00f3nomos, tendo sido fundamental a contribui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios astr\u00f3nomos de origem hebraica, nomeadamente Abra\u00e3o Zacuto e Jos\u00e9 Vizinho.<br \/>\nA nossa explica\u00e7\u00e3o procurar\u00e1 identificar os diferentes problemas que foram sendo detetados, na transi\u00e7\u00e3o de uma n\u00e1utica de origem mediterr\u00e2nica, suficiente para percursos relativamente curtos, para uma n\u00e1utica oce\u00e2nica, na qual os navios passavam longos per\u00edodos sem avistar terra. Ap\u00f3s a identifica\u00e7\u00e3o de cada problema explicaremos a solu\u00e7\u00e3o para ultrapassar o mesmo.<br \/>\nAp\u00f3s identifica\u00e7\u00e3o dos problemas fundamentais que foram sendo ultrapassados, passaremos a expor o contributo de alguns dos astr\u00f3nomos que contribu\u00edram para a evolu\u00e7\u00e3o da arte de navegar. A nossa aten\u00e7\u00e3o centrar-se-\u00e1 em Zacuto, apresentando uma breve biografia do mesmo, seguida dos seus contributos. <\/p>\n<p>Sobre o autor:<br \/>\nOficial da Marinha, sendo atualmente diretor do Museu de Marinha. Concluiu o doutoramento em especialidade de Descobrimentos e da Expans\u00e3o Portuguesa, pela Universidade de Lisboa. Membro do Centro Interuniversit\u00e1rio de Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias e da Tecnologia, do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Naval e da Dire\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio Nacional de Hist\u00f3ria da Matem\u00e1tica. Secret\u00e1rio do International Committee for the History of Nautical Science. Integra a Comiss\u00e3o Cient\u00edfica respons\u00e1vel pela edi\u00e7\u00e3o das Obras de Pedro Nunes, no \u00e2mbito da Academia das Ci\u00eancias. Cerca de tr\u00eas dezenas de textos publicados entre livros, cap\u00edtulos de livros e artigos em revistas, atas de congressos e col\u00f3quios. Principais \u00e1reas de interesse: hist\u00f3ria mar\u00edtima e hist\u00f3ria da ci\u00eancia.<\/p>\n<p>5 &#8211; \u2018SephardiPal\u2019: entre as letras e formas dos manuscritos sefarditas tardo-medievais<\/p>\n<p>D\u00e9bora Matos<\/p>\n<p>\tConsiderando a hist\u00f3ria recente do livro hebraico, observa-se um interesse crescente pela aplica\u00e7\u00e3o de novas tecnologias ao seu estudo, designadamente em termos de paleografia, n\u00e3o s\u00f3 por parte de investigadores tradicionalmente da \u00e1rea das humanidades, como tamb\u00e9m da \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o. O di\u00e1logo metodol\u00f3gico tem aberto portas para novas possibilidades de investiga\u00e7\u00e3o que, no entanto, n\u00e3o obliteram o papel do historiador\/pale\u00f3grafo. Atualmente a ser desenvolvida na King\u2019s College London, \u2018SephardiPal\u2019 \u00e9 uma ferramenta e base de dados que permite a anota\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o de imagens, a an\u00e1lise morfol\u00f3gica de caracteres e elementos decorativos em detalhe e que possibilita o cotejo de grandes quantidades de informa\u00e7\u00e3o. Partindo de dois casos concretos, os manuscritos da \u2018Escola da Andaluzia\u2019 e da \u2018Escola de Lisboa\u2019, proponho-me descrever os desafios atuais da minha investiga\u00e7\u00e3o sobre a mobilidade de escribas judeus na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica na segunda metade do s\u00e9culo XV, e como \u2018SephardiPal\u2019 tem sido determinante no processo de obten\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p>Sobre a autora<br \/>\nLicenciada em L\u00ednguas e Literaturas Modernas, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2003). Mestre em Arte, Patrim\u00f3nio e Teoria do Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2011), com a tese The Ms Parma 1959 in the context of Portuguese Hebrew illumination. Doutoranda no King\u2019s College, onde desenvolve uma disserta\u00e7\u00e3o dedicada ao tema Hebrew book production in Portugal: influences and offshoots.<\/p>\n<p>6 &#8211; A iluminura portuguesa no s\u00e9culo XV<\/p>\n<p>Hor\u00e1cio Peixeiro e Catarina Barreira<\/p>\n<p>Em breve s\u00edntese, apontar-se-\u00e3o algumas caracter\u00edsticas da produ\u00e7\u00e3o nacional, tendo em conta outras interven\u00e7\u00f5es sobre a mesma tem\u00e1tica:<br \/>\n\u2022\tTal como no s\u00e9culo anterior, a iluminura do s\u00e9c. XV anda associada, por via de regra, \u00e0s iniciais, sendo sobretudo funcional, elemento de marca\u00e7\u00e3o do texto e de estrutura\u00e7\u00e3o do c\u00f3dice, e singela como o monstra a domin\u00e2ncia das inicias coloridas e a filigrana.<br \/>\n\u2022\t\u00c9 not\u00f3ria a crescente import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o laica, ligada \u00e0 corte, onde o cultivo das letras e a constitui\u00e7\u00e3o de livrarias mostra um apre\u00e7o do livro que, no tempo de D. Manuel, atinge o ponto mais alto.<br \/>\n\u2022\tAssinala-se a novidade da produ\u00e7\u00e3o de livros para a liturgia em conventos femininos, destacando-se o convento dominicano de Jesus de Aveiro. Em Lorv\u00e3o e Arouca continua a pr\u00e1tica da encomenda.<br \/>\n\u2022\tApesar da mod\u00e9stia do ornato, \u00e9 de assinalar um excepcional grupo de c\u00f3dices, cujo ar de fam\u00edlia pode ver-se na utiliza\u00e7\u00e3o de ramagens com motivos e cores semelhantes, referenciados em Alcoba\u00e7a, na Corte de Avis e no c\u00edrculo do condest\u00e1vel D. Pedro, sendo a Cr\u00f3nica Geral de Espanha, da Academia das Ci\u00eancias e Lisboa, o exemplo maior.<br \/>\n\u2022\tNovidade \u00e9 tamb\u00e9m a paleta utilizada, com uma maior gama de cores e tons, e uma t\u00e9cnica de sobreposi\u00e7\u00e3o de camadas semelhante \u00e0 pintura, e ainda a utiliza\u00e7\u00e3o da cor violeta para o regramento e a filigrana, talvez aquela referida como catassol em O livro de como se fazem as cores todas para aluminar os livros, tratado escrito em meio judaico, que a iluminura judaica coeva emprega de modo id\u00eantico.<br \/>\n\u2022\tNeste \u00e2mbito, o missal Alc. 459 \u00e9 um excelente exemplo da abertura do scriptorium de Alcoba\u00e7a ao fen\u00f3meno do nomadismo art\u00edstico. Este processo de adapta\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o formal e tem\u00e1tica teve um importante impacto na renova\u00e7\u00e3o da decora\u00e7\u00e3o iluminada dos seus manuscritos ao longo do s\u00e9culo XV, mas em particular no missal referido. Dois dos seus f\u00f3lios exibem cercaduras vegetais que atestam a circula\u00e7\u00e3o de modelos ligados aos livros de horas e que tamb\u00e9m v\u00e3o influenciar a Escola de Lisboa. <\/p>\n<p>Sobre os autores:<br \/>\nHor\u00e1cio Augusto Peixeiro<br \/>\nMestre em Hist\u00f3ria da Arte pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da UNL (1987) com uma tese sobre Missais iluminados dos s\u00e9culos XIV-XV: contribui\u00e7\u00e3o para o estudo da iluminura em Portugal. Professor Coordenador Aposentado do Instituto Polit\u00e9cnico de Tomar.<\/p>\n<p>Catarina Fernandes Barreira<br \/>\nDoutorada em Ci\u00eancias da Arte pela Universidade de Lisboa \u00e9 desde 2011 Investigadora Integrada do Instituto de Estudos Medievais (IEM) e Prof\u00aa Adjunta Convidada a tempo parcial no Inst. Polit\u00e9cnico de Leiria. O seu campo de investiga\u00e7\u00e3o actual desenrola-se em torno do papel desempenhado pelos fen\u00f3menos do nomadismo art\u00edstico e da identidade alcobacense na produ\u00e7\u00e3o de c\u00f3dices iluminados no scriptorium de Alcoba\u00e7a nos s\u00e9culos XIV e XV no \u00e2mbito de um projecto de estudos de P\u00f3s-Doutoramento apoiado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e Tecnologia. <\/p>\n<p>7 &#8211; A produ\u00e7\u00e3o de incun\u00e1bulos hebraicos em Portugal nos finais do s\u00e9culo XV<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Castela Oliveira<\/p>\n<p>Um dos contributos mais significativos e marcantes da comunidade judaica residente em Portugal nos finais do s\u00e9culo XV para o meio art\u00edstico-cultural portugu\u00eas da \u00e9poca, foi a instala\u00e7\u00e3o das primeiras oficinas tipogr\u00e1ficas e a produ\u00e7\u00e3o dos primeiros livros impressos. Ter\u00e1 sido gra\u00e7as a esta comunidade que a imprensa chegou a Portugal, pois o primeiro incun\u00e1bulo a ser produzido em territ\u00f3rio portugu\u00eas foi o Pentateuco de Faro, impresso em 1487 na mesma cidade, embora esteja escrito em hebraico e n\u00e3o em portugu\u00eas. Esta obra foi produzida na oficina do nobre judeu Dom Samuel Gacon, que a ter\u00e1 patrocinado. Para al\u00e9m de Faro, existiram outras importantes oficinas tipogr\u00e1ficas hebraicas em Lisboa e Leiria, pertencentes a Elieser Toledano e \u00e0 fam\u00edlia d\u2019Ortas, respetivamente. O objetivo principal deste estudo consiste em analisar de um modo geral estas oficinas pertencentes a judeus e a sua produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nUma vez que o estudo se insere no \u00e2mbito do projeto intitulado &#8220;Iluminura Hebraica em Portugal durante o S\u00e9culo XV&#8221;, patrocinado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia (FCT), pretende-se tamb\u00e9m compreender e aferir acerca das poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es entre os manuscritos iluminados hebraicos e a produ\u00e7\u00e3o dos primeiros livros impressos nas tr\u00eas oficinas hebraicas portuguesas que se conhecem, de modo a perceber se existiu uma continuidade, ou se, pelo contr\u00e1rio, houve uma quebra entre os dois tipos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre o autor:<br \/>\nLicenciado em Hist\u00f3ria. Mestrando em Hist\u00f3ria Medieval pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, \u00e9 atualmente bolseiro de investiga\u00e7\u00e3o do projeto intitulado &#8220;Iluminura Hebraica em Portugal durante o S\u00e9culo XV&#8221;, com a refer\u00eancia PTDC\/EAT \u2013 HAT\/119488\/2010, numa parceria entre a C\u00e1tedra de Estudos Sefarditas \u00abAlberto Benveniste\u00bb e o Instituto de Hist\u00f3ria da Arte, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, financiado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e Tecnologia (FCT).<\/p>\n<p>8 &#8211; Iluminura hebraica: contextos b\u00edblico-bibliogr\u00e1ficos medievais<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Augusto M. Ramos<\/p>\n<p>Na era p\u00f3s-helen\u00edstica e p\u00f3s-targ\u00famica: o juda\u00edsmo rab\u00ednico fixa-se directamente no texto hebraico. \u00c0 diferen\u00e7a do cristianismo, investe menos noutras l\u00ednguas (cf. \u00e1rabe). \u00c9 uma concentra\u00e7\u00e3o de identidade, sem excluir interc\u00e2mbios culturais de espa\u00e7o aberto.<\/p>\n<p>1.\tF\u00f3rmulas e etapas de canonicidade (equivalem a tr\u00eas patamares de canonicidade):<br \/>\n&#8211; Tor\u00e1: a protob\u00edblia (cf. Samaritanos e Saduceus)<br \/>\n&#8211; Nevi\u2019im (Profetas e Hist\u00f3ricos)<br \/>\n&#8211; Ketuvim (Escritos \/Sapienciais) Ordem: Sl; Pr; Jb \/ Ct; Rt; Lm; Coh; Est; \/ Dn; Esd; Cr.<br \/>\n2.\tDecorr\u00eancias directas do c\u00e2none b\u00edblico:<br \/>\n&#8211; Tor\u00e1: Parashah + Haftarot (Leccion\u00e1rio).<br \/>\n&#8211; Megillot (Leccion\u00e1rios espec\u00edficos): Ct (P\u00e1scoa), Rt (Pentecostes), Lm (9 de Av), Coh (Ecl)<br \/>\n(Sukkot) Est (Purim), com reordenamento do c\u00e2none em era p\u00f3s-talm\u00fadica, em base lit\u00fargica.<br \/>\nLidos em impresso ou, ainda hoje, em manuscrito sobre pergaminho (Est).<br \/>\n&#8211; B\u00edblia rab\u00ednica (cf. B\u00edblia poliglota): j\u00e1 na era da imprensa. \u00c0 imagem do Talmud.<br \/>\n3.\tC\u00e2nones de circunst\u00e2ncia:<br \/>\n&#8211; Seg<\/p>\n<p class='attachment-link'><a href=\"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/cartaz_coloquio_1-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cartaz_coloquio_(1).pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31 de outubro e 1 de novembro de 2013, no anfiteatro III da FLUL RESUMOS DAS COMUNICA\u00c7\u00d5ES A APRESENTAR NO COL\u00d3QUIO: 1 &#8211; Manuscritos internacionais quatrocentistas em Portugal Adelaide Miranda \/ Lu\u00eds Ribeiro A constru\u00e7\u00e3o de um panorama dos manuscritos internacionais que circulavam no Portugal quatrocentista coloca-nos um grande desafio. 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