{"id":9776,"date":"2015-12-17T00:15:59","date_gmt":"2015-12-17T00:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/exposicao-o-livro-e-a-iluminura-judaica-em-portugal-no-final-da-idade-media\/"},"modified":"2015-12-17T00:15:59","modified_gmt":"2015-12-17T00:15:59","slug":"exposicao-o-livro-e-a-iluminura-judaica-em-portugal-no-final-da-idade-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/exposicao-o-livro-e-a-iluminura-judaica-em-portugal-no-final-da-idade-media\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o | O Livro e a Iluminura Judaica em Portugal no Final da Idade M\u00e9dia"},"content":{"rendered":"<p>EXPOSI\u00c7\u00c3O | 26 fev. &#8217;15 | 17h00 | Museu do Livro &#8211; Piso 3 | Entrada livre \/ at\u00e9 15 maio &#8217;15<\/p>\n<p>Inaugura\u00e7\u00e3o: 26 fev. | 17h00 | Biblioteca Nacional de Portugal<br \/>\nEsta exposi\u00e7\u00e3o pretende destacar a relev\u00e2ncia cultural e art\u00edstica dos judeus portugueses no final da Idade M\u00e9dia, com particular relevo para o c\u00f3dice iluminado hebraico. Organiza-se em cinco n\u00facleos tem\u00e1ticos. O primeiro \u00e9 dedicado ao livro e \u00e0 iluminura sefardita (ib\u00e9rica) e remete para a produ\u00e7\u00e3o peninsular entre os s\u00e9culos XIII e XV. A partir de dois c\u00f3dices existentes na BNP, salienta-se o largo espectro cronol\u00f3gico e estil\u00edstico abarcado pela produ\u00e7\u00e3o da iluminura judaica peninsular. O conjunto de obras deste n\u00facleo revela ainda a extens\u00e3o do di\u00e1logo estil\u00edstico que os iluminadores sefarditas estabeleceram com a sociedade em que se integravam, adotando e adaptando solu\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas inspiradas na arte g\u00f3tica, na arte tardo-g\u00f3tica e na arte isl\u00e2mica e mud\u00e9jar peninsular.<\/p>\n<p>O segundo n\u00facleo \u00e9 dedicado \u00e0 Escola de Lisboa de iluminura, ativa no \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XV, cujos valor art\u00edstico e relev\u00e2ncia hist\u00f3rica t\u00eam passado despercebidos. Atrav\u00e9s do recurso a fac-s\u00edmiles e imagens digitalizadas, mostram-se as idiossincrasias e as principais carater\u00edsticas pl\u00e1sticas desta escola de iluminura, cujas obras demonstram o elevado grau de acomoda\u00e7\u00e3o cultural dos judeus portugueses, nomeadamente os judeus de Lisboa, e o apre\u00e7o que tinham pelo livro religioso de aparato, \u00e0 semelhan\u00e7a das elites crist\u00e3s da mesma \u00e9poca. <\/p>\n<p>O terceiro n\u00facleo identifica sinais da intera\u00e7\u00e3o cultural \u2013 cient\u00edfica, teol\u00f3gica, art\u00edstica \u2013 entre judeus e crist\u00e3os em Portugal no final da Idade M\u00e9dia, sobretudo entre a iluminura judaico-portuguesa e a iluminura crist\u00e3 tardo-medievais. A perten\u00e7a a um mesmo horizonte cultural e art\u00edstico e o consumo do livro de aparato explicam as afinidades existentes entre os livros crist\u00e3os e os livros judaicos. Importa destacar, no entanto, que entre 1470 e 1490 o foco mais rico de produ\u00e7\u00e3o de iluminura feita em Portugal foi a Escola de Lisboa de iluminura judaica. \u00c0 \u00e9poca, os manuscritos iluminados crist\u00e3os de maior valor art\u00edstico \u2013 sobretudo Livros de Horas \u2013 eram importados da Flandres e do Norte de Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>O quarto n\u00facleo desta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 dedicado ao livro impresso. Os judeus estiveram na origem da introdu\u00e7\u00e3o da tipografia em Portugal. O primeiro incun\u00e1bulo portugu\u00eas \u00e9 um Pentateuco hebraico impresso em Faro em 1487, na oficina de Samuel Gacon, que antecede em dois anos a publica\u00e7\u00e3o, em Chaves, do primeiro incun\u00e1bulo em l\u00edngua portuguesa. Al\u00e9m da precocidade, \u00e9 de destacar a prolifera\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00f5es impressas judaicas, entre 1487 e 1495, distribu\u00eddas por Faro, Leiria e Lisboa, que testemunham a apet\u00eancia do mercado portugu\u00eas para o consumo do livro hebraico, sobretudo o de natureza religiosa. \u00c9 precisamente esta grande apet\u00eancia, muito mais acentuada que a existente entre a comunidade crist\u00e3, que explica a elevada produ\u00e7\u00e3o de livros judaicos no \u00faltimo ter\u00e7o do s\u00e9culo XV, manuscritos e impressos. <\/p>\n<p>Finalmente, o \u00faltimo n\u00facleo da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 dedicado \u00e0 controv\u00e9rsia religiosa judaico-crist\u00e3 em Portugal, na qual emergem \u00f3dios e incompreens\u00f5es m\u00fatuas, resultantes da radicaliza\u00e7\u00e3o religiosa. Entre a comunidade judaica portuguesa e a comunidade crist\u00e3, coexistem m\u00faltiplos sinais de intensa intera\u00e7\u00e3o social, cultural e art\u00edstica, com sinais de exclus\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o m\u00fatua do discurso religioso, vias contradit\u00f3rias que est\u00e3o, ali\u00e1s, na base dos dois caminhos seguidos ap\u00f3s os eventos de 1496\/1497: a convers\u00e3o ou o ex\u00edlio dos judeus; sendo que o poder da \u00e9poca contribuiu para implementar \u00e0 for\u00e7a a primeira, tudo fazendo para evitar o segundo.<\/p>\n<p>Com esta exposi\u00e7\u00e3o, pretende-se divulgar um patrim\u00f3nio que representou um momento alto da arte e da cultura judaica, e portuguesa, do s\u00e9culo XV, atualmente disperso e de dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>Comiss\u00e1rios: Lu\u00eds Urbano Afonso e Adelaide Miranda <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EXPOSI\u00c7\u00c3O | 26 fev. &#8217;15 | 17h00 | Museu do Livro &#8211; Piso 3 | Entrada livre \/ at\u00e9 15 maio &#8217;15<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8324,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"class_list":["post-9776","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-en"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9776","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9776"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9776\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8324"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catedra-alberto-benveniste.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}