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“Poesia, Livros e Ciência. Humanismo e Ciência: da matéria poética à matéria médica”


Fábrica Centro de Ciência Viva, da Universidade de Aveiro - 2 de Fevereiro de 2015 - 17h30>19h30.

Iniciativa conjunta da Fábrica Centro de Ciência Viva e do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro com o apoio do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro, da Cátedra de Estudos Sefarditas «Alberto Benveniste» da Universidade de Lisboa, do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra e do Programa Doutoral em História das Ciências e Educação Científica (UA – UC).


PROGRAMA

17h30 – Apresentação do livro “O Cato Minor de Diogo Pires e a poesia didáctica do século XVI”, da autoria de António M. L. Andrade| por João M. N. Torrão (CLLC – Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro);
18h – Poemas de Diogo Pires ditos por Maria do Rosário Rebelo e António Andrade;
18h30 – Apresentação do livro “Humanismo e Ciência: Antiguidade e Renascimento”, com a coordenação de António M. L. Andrade, Carlos de Miguel Mora e João M. N. Torrão| por Henrique Leitão (CIUHCT – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa).

Nesta sessão são apresentados dois livros centrados em boa parte no estudo da obra poética e médica de Diogo Pires e de Amato Lusitano, dois cristãos-novos portugueses que atravessaram em conjunto a Europa de Quinhentos, irmanados por laços familiares e por uma profunda amizade.

O Prof. João Torrão (CLLC – Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro) apresenta a obra “O Cato Minor de Diogo Pires e a poesia didáctica do século XVI” (Lisboa: IN-CM, 2014), da autoria de António M. L. Andrade, que se centra no estudo da colectânea poética de Diogo Pires intitulada Cato Minor (Veneza, 1592), um livro que o poeta dedicou no exílio, nos últimos anos de vida, aos mestres-escola de Lisboa, embora os destinatários últimos dos seus versos fossem, evidentemente, os jovens a quem aqueles iniciavam no estudo das primeiras letras. Não obstante a grande variedade temática e formal que caracteriza a colectânea, deve sublinhar-se, todavia, que subjaz a uma parte significativa da obra uma clara e inequívoca intenção didáctica. E, nesse sentido, ela integra de pleno direito o vasto corpus da poesia didáctica e sentenciosa com raízes na antiguidade clássica e com múltiplas e diversificadas manifestações ao longo da história da literatura.

O Prof. Henrique Leitão (CIUHCT – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) apresenta o livro “Humanismo e Ciência: Antiguidade e Renascimento” (Aveiro, Coimbra, São Paulo: UA Editora – Universidade de Aveiro, Imprensa da Universidade de Coimbra, Annablume, 2015), com a coordenação de António M. L. Andrade, Carlos de Miguel Mora e João M. N. Torrão. Trata-se de um livro que decorre do projecto de I&D “Dioscórides e o Humanismo Português: os Comentários de Amato Lusitano” (http://amatolusitano.web.ua.pt), que se constituiu como ponto de partida de uma reflexão alargada sobre as relações entre Humanismo e Ciência, percepcionadas a partir do diálogo fecundo entre dois tempos tão próximos quão afastados: Antiguidade e Renascimento. Naturalmente, a própria matéria médica comentada pelo médico Amato Lusitano representa o eixo central em torno do qual gravita a maioria dos estudos deste volume, cujas ramificações se estendem a múltiplos saberes no domínio da Botânica, Farmácia, Geologia, História, Lexicografia, Literatura, Matemática, Medicina ou Zoologia. Neste volume destacam-se sobretudo autores que se dedicaram ao estudo da matéria médica e/ou da medicina (Amato Lusitano, Filipe Montalto, Gabriel da Fonseca, Garcia de Orta, John Frampton, Luís Nunes de Santarém, Nicolás Monardes, Rodrigo de Castro), mas também ao culto da poesia (Camões, Diogo Pires, Luís Nunes) ou à matemática (Pierre Brissot, Francisco de Melo).

Entre as apresentações dos dois livros propõe-se uma revisitação da poesia de Diogo Pires, dita por Maria do Rosário Rebelo e António Andrade. Diogo Pires é um poeta talentoso, que consegue exprimir nos seus versos, como poucos, o amor, a dor do exílio ou a memória de Portugal, que foi obrigado a abandonar ainda jovem. Embora a selecção de poemas pretenda ser representativa da obra do poeta eborense, dar-se-á particular atenção não só àqueles que o autor dirige expressamente ao primo Amato Lusitano, como também ao extenso conjunto de dísticos inspirados na matéria médica (mirra, incenso, tamarindo, âmbar, pimenta, gengibre, noz-moscada, açafrão, arruda, alface, malva, cebola, fava, etc.) composto decerto ao mesmo tempo que Amato escrevia os comentários a Dioscórides publicados em Veneza, em 1553.

Da matéria poética à matéria médica se fará o caminho…





Para mais informação: Apresentacao_Poesia__Livros_e_Ciencia.pdf (PDF formato pdf, 992 KB)

 

 
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